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23
Jul17

Capítulo 12

por Pedro Rodrigues

Depois do lanche, Luís e Sílvia desceram o parque, dirigindo-se ao ponto de partida dos autocarros.

- Gostavas de conhecer a minha terra?

- Não me importava! Tirando as férias, pouco ou nada saio aqui de Lisboa...

- Este fim-de-semana não vai dar... a não ser... a não ser que fosses como minha prima! Queres?

- Não sei... por mim ia, mas o pior são os meus pais. Mas não há problemas! Tu vais lá agora e falas com eles!

- Exactamente! O pior que me pode acontecer é ser corrido à paulada!

Os dois amigos deram uma gargalhada bem sonora e abraçaram-se.

- Adoro-te, amiga!

 

O autocarro número 13 chegou à hora exacta. Parou, abriu a porta para as poucas pessoas que se encontravam na paragem entrarem e arrancou. O trânsito não era muito, mas só depois das Amoreiras é que puderam andar à vontade. Queijas é um pequeno subúrbio do concelho de Oeiras, sossegado, tranquilo, sem o grande trânsito de outras zonas da Grande Lisboa. Luís e Sílvia desceram do autocarro e dirigiram-se para casa desta, situada numa ruazinha de vivendas, junto à futura Escola Básica 2,3. Sílvia entrou em casa, tirou a mochila e foi até à cozinha, onde já se encontrava a sua mãe.

- Olá mãe! Apresento-te o meu novo amigo Luís.

- Prazer!

- O prazer é todo meu, minha senhora! Tenho de lhe dar os parabéns pela encantadora filha que tem.

- Muito obrigada! Vejo que a minha filha arranjou um excelente amigo. Fico muito contente com isso. Toma alguma coisa?

- Não, obrigado! Acabámos de lanchar. Desculpe, mas ainda não sei o seu nome...

- Que distracção a minha! Sou a Catarina, e você é o...

- Luís...

- Muito bem, Luís. Entre aqui para a sala para conversarmos um pouco. A minha filha falou-me que tinham um rapaz novo na vossa turma, vindo de Ovar...

- É ele, mãe!

- És mesmo vareiro?

- Com todo o prazer!

- Pelo que estou a ver, gostas muito da tua terra...

- Adoro! Se não fosse por uma certa razão, que agora não vem ao caso, teria lá ficado. Mas, afinal de contas, há males que vêm por bem!

- Como assim?!

- Foi a única maneira de conhecer a sua filha...

- E namorada, deixaste lá alguma?

- Foi justamente por esse motivo que vim morar para Lisboa.

- Compreendo... e desculpa por ter puxado o assunto.

- Não se preocupe! Bom, mas voltando a falar da minha terra... este fim-de-semana vou até lá... e gostaria que a Sílvia fosse comigo.

- Bom... sobre isso é melhor esperares pelo meu marido. Se fosse eu sozinha a mandar tinhas a minha autorização, mas tu sabes como é! Hoje em dia os pais não estão dispostos a deixar uma filha menor ir sozinha passar um fim-de-semana, mais a mais com uma pessoa que ela só conhece há dois dias. Se quiseres espera que o meu marido venha e depois conversas com ele. Vamos fazer uma coisa! Para vocês se ficarem a conhecer melhor, jantas connosco e conversas com ele sobre isso.

- Que tal, Luís? Aceitas?

- Aceito! Tenho é de avisar a minha mãe, que está à minha espera para jantar. Posso telefonar daqui?

- Podes!

Luís pegou no telefone e ligou para casa a avisar a mãe que não iria jantar. Pouco depois de ter desligado, chegou o pai de Sílvia. Catarina recebeu-o com um beijo.

- Olá, querido! Que tal hoje o teu dia?

- Igual aos outros...

- Olá, pai! Antes de mais nada, apresento-lhe o meu novo amigo, o Luís.

- Prazer! Álvaro.

- O prazer é todo meu, senhor Álvaro!

- O Luís hoje janta connosco. Ele tem um convite a fazer à nossa filha, mas só com a tua autorização...

- Está bem, mas isso fica para o jantar. Agora estou é desejoso de um banho...

 

CONTINUA...

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