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24
Jul17

Capítulo 16

por Pedro Rodrigues

Até ao Natal, Luís não foi mais vez nenhuma à terra. Quando chegaram as curtas férias desta quadra do ano, como já havia combinado, Luís foi passar o Natal e o Ano Novo a Válega. Por razões lógicas, Sílvia não o acompanhou ao Norte na primeira semana das férias, mas logo no dia 27, e com o consentimento dos pais, viajou até Ovar, onde Luís a aguardava, juntamente com o avô. Quando Sílvia desceu do comboio correu para os braços de Luís, beijando-o em pleno cais de embarque da estação vareira.

- Não via a hora de chegar aqui! - disse Sílvia.

- E eu?! Cheguei aqui ao meio-dia com receio que o comboio chegasse antes da hora e que tu te perdesses!

- Tonto! Onde já se viu os comboios chegarem antes da hora?!

Antes de abandonarem a estação, os dois jovens voltaram a unir os seus lábios num beijo bem apaixonado. Cá fora, aproximaram-se da Ford Transit do avô de Luís, já com o motor a trabalhar.

À chegada ao lugar de Paço, Sílvia cumprimentou os pais e a avó de Luís. De seguida, e porque já passava da uma e meia, foram almoçar. De tarde, foram até casa de Sofia, onde encontraram, para além desta, a Teresa, a Fernanda e o Daniel. Sílvia, que ainda não conhecia Teresa, ficou impressionada pela extraordinária beleza desta.

- Sílvia, apresento-te a Teresa. Se bem me lembro, não a chegaste a conhecer quando cá estivemos em Setembro.

- Muito prazer! - disse Sílvia, cumprimentando Teresa com um beijo.

- Vejo que o Luís fez uma excelente escolha.

- Obrigada pelo elogio, Teresa! Também és muito bonita!

- O que é que vocês estavam a fazer? - perguntou Luís.

- Estávamos a combinar como haveríamos de passar o nosso reveillon.

- Boa! E já tiveste alguma ideia, Sofia?

- Não!

- Podíamos passar todos em casa! - sugeriu Fernanda.

- Não era má ideia... mas o que é que poderíamos fazer?

- Isso é uma grande verdade, Daniel. E se fôssemos até à Fénix?

- O Furadouro não me parece má ideia...

- Então, vamos para lá?

- Por mim pode ser... - disse Luís.

- Então fica combinado! Vamos até à Fénix!

- Muito bem, isso é para o dia 31. E para hoje? - perguntou Sofia.

- Que tal darmos uma volta por aí para mostrarmos a nossa terra à Sílvia?

- Não era má ideia, Luís! Está uma bela tarde de sol para um passeio.

- Podíamos ir na minha carrinha... - ofereceu-se Fernanda.

- Exacto! É a única maneira de cabermos todos...

- E onde é que querem ir? - perguntou Fernanda.

- Para começar, vamos até Oliveira de Azeméis...

- Boa ideia! Aproveitamos e vamos à La Salette!

- Era isso mesmo em que eu estava a pensar!

 

Os seis amigos saíram para a rua e dirigiram-se à casa de Fernanda. De seguida, e na carrinha desta, dirigiram-se para Oliveira de Azeméis, onde se situa o Parque de La Salette, um dos ex-libris daquela cidade. Depois de um passeio pelo parque rumaram a Norte, passando por Santiago de Riba-Ul e Cucujães, onde apanharam a estrada para Ovar. Daqui até ao Furadouro foi o tempo de um suspiro. O tempo estava convidativo a um passeio pela praia, onde lancharam e descansaram um pouco. Aos poucos, para espanto de todos, Sílvia e Teresa iam-se tornando amigas. Antes do regresso a casa foram à Discoteca Fénix, junto à praia, para fazerem as inscrições para a noite de passagem de ano.

Os restantes dias foram passados em casa, com excepção do dia 30. Nessa quarta-feira, Luís e as suas amigas foram dar um passeio por Aveiro e pela sua ria. Começaram logo de manhã com uma visita à "Veneza Portuguesa", uma belíssima cidade aos olhos de Sílvia. Depois de almoço seguiram até Estarreja, e daqui para a Torreira via Murtosa. Na praia desta pequena vila situada entre o mar e a ria de Aveiro efectuaram mais uma paragem. Sílvia e Luís afastaram-se um pouco do grupo para namorarem um pouco.

- Finalmente, sós! - disse Luís beijando Sílvia.

 

CONTINUA...

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