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27
Jul17

Capítulo 23

por Pedro Rodrigues

Ao chegar a casa naquela noite, Sílvia ia mais feliz do que nunca. Assim que viu a mãe, correu para os seus braços com um enorme sorriso.

- Mãe, perdoa-me o meu comportamento de ontem!

- Que dizes, filha?!

- Mãe, contei tudo ao Luís. Ele não se importa de continuarmos a namorar, mesmo a uma grande distância um do outro...

- Não te quero desiludir, filha, mas será que vocês sabem a distância que vai entre Paris e Lisboa? É muito longe, filha! Ainda se fôssemos para o Porto...

- Nós sabemos disso. O Luís continuava comigo nem que fôssemos para a Cochinchina!

- Filha, se isso te faz feliz, quem sou eu para discordar da decisão que vocês tomaram?! O que eu mais desejo é a tua felicidade!

- Só espero que o teu pai concorde com este namoro à distância...

- É claro que vai concordar, Sílvia...

- Vou tomar banho para quando ele vier estar despachada.

- Isso mesmo, filha!

 

Até ao jantar, pai e filha não tocaram no assunto ida para Paris. No entanto, Álvaro notou que Sílvia estava bem diferente do dia anterior. Assim que Catarina começou a meter a comida nos pratos, Álvaro perguntou:

- Sílvia, já tiveste alguma conversa com o Luís sobre a nossa ida para Paris? Pelo que vejo, estás mais contente do que ontem!

- Pai, o Luís não se importa de continuarmos com o nosso namoro à distância...

- E isso irá dar certo? Tu ontem não estavas lá muito convencida.

- Eu sei disso, mas se não tenho outro remédio... não custa tentar.

- E se não der certo? Eu não me importo que vocês continuem o namoro, mas depois não te quero ver a chorar pelos cantos.

- Isso não acontecerá, pai. Prometo-lhe!

- Como tens assim tanta certeza?!

- Pai, o Luís confia em mim...

- E tu, confias nele?

- Até à data, nunca me deu um único motivo para não confiar nele...

- Mas vê uma coisa, Sílvia. Dizer isso é muito fácil, porque vocês estão relativamente perto um do outro, vêem-se todos os dias, etc... a partir de Julho tudo vai ser diferente! Vocês vão estar quase a dois mil quilómetros de distância, poderão estar meses sem se verem um ao outro. Quem te garante que ele e/ou tu não se apaixonarão por outra pessoa?

- Pai, isso não irá acontecer! O amor que nós sentimos um pelo outro é maior que tudo nesta vida...

- Já que tens assim tanta certeza e confiança no amor que ele sente por ti...

- Pai, eu gostava que o Luís viesse passar uns dias connosco a Paris...

- Não te preocupes, eu faço questão que ele passe os meses de Julho e Agosto connosco.

- Oh pai, a sério?! Muito obrigada! És maravilhoso!

- De nada, filha! Só faço isto pela tua felicidade e porque confio no teu namorado...

 

CONTINUA...

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