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30
Jul17

Capítulo 28

por Pedro Rodrigues

Até às matrículas de Luís, que se realizaram no dia 30 de Junho, este e Sílvia passaram quase todos os dias juntos. Idas semanais ao cinema e quase diárias à praia, foram o prato forte daqueles quinze dias que passaram num abrir e fechar de olhos. Na véspera da partida para Paris, Álvaro ligou para Luís para combinar a hora em que passariam por casa dele a caminho do aeroporto.

- Luís, o avião é às 9h30, por isso, às 6h30 estaremos aí, ok?

- Certo, senhor Álvaro...

- Não te atrases, por favor!

- Esteja descansado!

- Então, até amanhã!

- Adeus...

 

3 de Julho de 1993.

Sílvia e os pais levantaram-se pouco passava das quatro da manhã. Tomaram banho, comeram qualquer coisa, arrumaram a bagagem no carro e, antes de partirem, "despediram-se" da sua velha casa que, tal como o carro, estava para venda.

Ainda não eram 6h30 já Álvaro estava a bater à porta de Luís, que já tinha tudo preparado. Despediu-se dos pais e, sem mais tempo para nada, partiram rumo ao aeroporto. Depois de todas as formalidades cumpridas, embarcaram finalmente no voo n.º 400 da TAP, rumo a Paris.

 

À chegada ao Aeroporto de Orly, situado a sul de Paris, encontraram o irmã de Álvaro, que esperava por eles com uma surpresa.

- Olá Carlos! Como está o meu querido mano?

- Estou óptimo, e tu?

- Vai-se fazendo por isso...

- O que é que fizeste ao teu velho carro?

- Entreguei-o ao primo Rui a quem encarreguei de o vender...

- Óptimo! Venham comigo ver a surpresa que vos preparei...

- Calma... antes de mais nada, quero apresentar-te o Luís, namorado da minha filha.

- Prazer!

- Agora, venha de lá essa surpresa...

- Venham comigo...

Carlos conduziu-os até à porta principal do aeroporto. Cá fora dirigiram-se a um enorme parque de estacionamento.

- Como sabia que vocês viriam carregados de bagagens, e como aqui de Orly até Boulogne-Billancourt ainda é um bom bocado, a France Telecom decidiu antecipar a compra do teu carro. Aqui tens as chaves. O carrinho é aquele ali - disse Carlos, apontando para um Peugeot 406.

- Mas... e o pagamento?!

- Não te preocupes! Todos os meses o teu ordenado virá ligeiramente descontado. E como vocês já têm tudo tratado quanto à casa, não terão grandes problemas...

- Bom, se é assim...

- Sabes o caminho para Boulogne-Billancourt?

- Não...

- Não te preocupes... metam-se no carro e sigam-me.

Álvaro entrou no seu novo carro e começou a seguir o irmão. À saída do aeroporto entraram numa via rápida que os conduziu até Paris. À chegada à capital francesa entraram no Boulevard Périphérique Exterieur, uma espécie de Estrada da Circunvalação em ponto grande, que contornava toda a cidade. Junto à Porte de Saint-Cloud abandonaram a via-rápida, dando de caras com o imponente Parque dos Príncipes. Circundaram o estádio, viraram para uma rua de modernos apartamentos e, um pouco mais à frente, virando à esquerda, outra surpresa os esperava: o Stade Roland Garros, palco de um famoso torneio de ténis. À chegada à Avenida Robert Schuman, Carlos estacionou o seu carro em frente ao número 25.

- Chegámos... é aqui! Aqui tens as chaves do teu apartamento e as da garagem. Agora, vão-me desculpar, mas tenho que me ir embora. Segunda-feira venho aqui buscar-vos para irem comigo à sede da France Telecom assinarem o contrato. Até lá, divirtam-se!

- E a que horas vens buscar-nos?

- Hmm... lá para as nove horas, mais coisa, menos coisa...

- Ok! Bom fim-de-semana e obrigado por tudo!

- Não tens de quê... até segunda!

Depois de Carlos se ter ido embora, Álvaro abriu a porta da garagem para arrumar o carro. Em seguida, tiraram a bagagem e subiram até ao 1.º andar, utilizando o elevador. Ao entrarem na nova casa, Álvaro disse:

- Sejam bem-vindos à nossa nova vida!

Luís e Sílvia escolheram os seus novos quartos e, depois de tudo arrumado, decidiram ir almoçar. Como já era tarde para estar a cozinhar, pois estava tudo cheio de fome, foram almoçar à rua. A seguir ao almoço, num pequeno restaurante situado na avenida onde residiam, decidiram fazer um pequeno passeio a pé, para conhecerem um pouco melhor a zona onde estavam. Aos poucos foram-se apercebendo que estavam num bairro exclusivamente residencial, com algum comércio e uma ou outra agência bancária. Compraram uma planta da cidade, para não se perderem nestes primeiros dias, e prosseguiram a caminhada. Passaram pelo Parque dos Príncipes e, um pouco mais à frente, junto à Porte de Saint Cloud, descansaram um pouco a analisarem a planta parisiense. O regresso a casa foi feito pelo mesmo caminho. Nessa tarde descansaram da cansativa viagem, restabelecendo energias para a primeira noite passada em Paris...

 

CONTINUA...

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