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01
Ago17

Capítulo 30

por Pedro Rodrigues

No dia seguinte levantaram-se bem cedo, pois tencionavam sair de Paris assim que clareasse o dia. E assim, às cinco horas já estava tudo pronto para poderem iniciar a viagem. Minutos depois da hora certa, abandonaram o subúrbio de Boulogne-Billancourt em direcção ao Boulevard Périphérique Extérieur. Junto à Porte de Bercy abandonaram aquela via-rápida e entraram na A4, uma auto-estrada que liga Paris a Reims. A primeira região a ser visitada seria a Champagne.

O tempo foi passando... Depois de Reims e de Verdun, a viagem prosseguiu por Lille, Dunkerque, Le Touquet, Amiens, Rouen, Bayeux e, já na Bretagne, o mítico Mont Saint-Michel, Dinard, Saint-Malô, Monts D'Arrée, Quimper, Carnac e Rennes. Na costa ocidental visitaram Saint-Nazaire, Nantes, La Rochelle, Royan, Bordeaux e Biarritz. Mais para o interior visitaram Bourges, Futuroscope, Châteauroux, Limoges, Vichy, Angoulême e Rocamadour. No sul, como não podia deixar de ser, estiveram em Toulouse, Carcassonne, nos Pirinéus e Côte d'Azur. Numa das mais importantes cordilheiras francesas visitaram Pau, Lourdes, Guzet-Neige, Superbagnères e o mítico Tourmalet. Depois dos Pirinéus seguiu-se a Côte d'Azur. Perpignan, Le Cap d'Agde, Martigues, Marseille, Aix-en-Provence, Toulon, Saint-Tropez, Fréjus, Cannes, Antibes, Nice e o Mónaco. A partir daqui começaram o regresso ao Norte, começando pela região alpina. Entre outras estâncias alpinas, visitaram Isola 2000, Briançon, L'Alpe-d'Huez, Grenoble, La Salette, Aix-les-Bains, Annecy, Chamonix e o mítico Monte Branco. A partir daqui rumaram ao centro de França, visitando Lyon e Roanne. Rumaram depois a nordeste, com paragens em Cluny, Beaune, Dijon e, já na Alsácia, Besançon, Belfort, Mulhouse, Colmar e Strasbourg, junto à fronteira alemã. A partir daqui rumaram definitivamente a Paris, com uma noite de permeio em Nancy.

 

26 de Agosto de 1993.

Já passavam das oito da noite quando Álvaro, Catarina, Sílvia e Luís chegaram a casa. No final de quase dois meses na estrada, percorrendo toda a França de norte a sul e de leste a oeste, todos se sentiam exaustos, mas ao mesmo tempo tristes por aquelas férias estarem quase a acabar. Álvaro e Catarina tinham um ano de trabalho pela frente na France Telecom. Para Sílvia e Luís estava cada vez mais próximo o doloroso momento da despedida. A partir do primeiro dia de Setembro, Sílvia estaria em Paris e Luís em Lisboa a 1815 km de distância.

Os últimos dias daquelas férias foram passados em casa a descansar, ou a passear por Paris. No último domingo de Agosto, Luís e Sílvia passaram o dia todo sozinhos. Saíram de manhã, dirigindo-se para o centro da capital francesa. Nos Campos Elíseos, entre abraços e beijos e um pouco de conversa, passaram aquela ensolarada e quente manhã de domingo. Após o almoço subiram ao ponto mais alto da Torre Eiffel, onde permaneceram largos minutos a namorar. A felicidade que ambos patenteavam naquele momento não deixava transparecer a enorme tristeza causada pela dolorosa separação, que cada vez mais se aproximava. Depois da torre, prosseguiram o passeio junto ao Sena. Atravessaram o rio junto à Praça da Concórdia e ao Jardim das Tuileries, dando de caras com o imenso edifício do Louvre. Como tinham planeado, deixaram a visita ao museu para outra altura e continuaram aquele doce passeio à beira-rio. Ao fim da tarde, depois de um breve lanche, apanharam o metro para casa.

 

CONTINUA...

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5 comentários

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De Bailarina Da Lua a 01.08.2017 às 21:03

Estou a falhar... Tenho que começar a ler...
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De Bailarina Da Lua a 01.08.2017 às 21:08

Boa! Prometo que vou ler.
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De marta-omeucanto a 02.08.2017 às 12:16

Tenho uma reclamação a fazer Aqui não posso espreitar o final da história!

Mas estou a gostar muito do romance da Sílvia e do Luís. E fico admirada com a confiança e liberdade que os pais da Sílvia lhe dão. Não sei se à minha filha eu conseguiria ser assim.Mas os tempos agora também são outros, para o melhor e para o pior.

Hoje em dia também é mais raro encontrar amores assim entre adolescentes. A minha filha, com 13 anos, ainda há tempos tinha uma lista dos vários rapazes que gostava! E, no fundo, acho que nem sabe bem o que isso é :)

Há uma coisa que admiro, e para a qual não tenho jeito nenhum: diálogos e descrições pormenorizadas. Eu a escrever, é sempre a andar!

Parabéns!
Vou aguardar os próximos capítulos
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De Pedro Rodrigues a 02.08.2017 às 12:46

Eheheh são uns liberais os pais da Sílvia. Apesar de cerca de 90% do conto ser ficção as personagens foram inspiradas em pessoas reais... só os nomes não são verdadeiros. Inspirei-me nas vivências dos meus anos do Secundário, precisamente de 1992 a 1995! A rabecada que o professor de português deu no André existiu mesmo! E garanto-te que a partir dos próximos capítulos vai haver grandes mudanças! ;)

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