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07
Ago17

Capítulo 37

por Pedro Rodrigues

Logo a seguir ao Carnaval, Mário e Carlos começaram a preparar mais uma mega-festa a realizar, em exclusivo, pelo 11.º 5.ª. Como aquele seria o último ano em que estariam todos juntos, decidiram baptizar o evento com o pomposo nome de Baile de Finalistas. Os únicos requisitos para entrarem no baile, a realizar, uma vez mais, no Salão Paroquial da Igreja do Santo Condestável, eram os seguintes: os rapazes teriam de envergar um fato - as gangas eram proibidas - e as raparigas teriam de levar um vestido, curto ou comprido era à escolha... enfim, tudo menos calças ou calções. Para além disto, todos, sem excepção, teriam de levar um par para o baile, estando proibidos pares dentro da turma. Para este evento foi escolhido o sábado, 14 de Maio.

 

Domingo, 20 de Fevereiro de 1994.

Como naquele dia Teresa fazia anos, Luís telefonou-lhe. De uma só cajadada matou três coelhos! Deu-lhe os parabéns, fez as pazes com a amiga e convidou-a para o baile de finalistas. É óbvio que Teresa ficou contentíssima, e ao mesmo tempo surpreendida, com o telefonema de Luís. A zanga das últimas férias já era passado. Quando este a convidou para o baile não pensou duas vezes. Nem o facto das calças serem proibidas naquela noite constituiu obstáculo à vinda de Teresa ao baile.

Desde o primeiro minuto que Luís fez questão de guardar segredo em relação à pessoa escolhida para ser o seu par no baile de finalistas. Nem perante a curiosidade dos amigos ele desvendou o segredo. Fizeram-se apostas, mas ninguém acertou na escolhida de Luís. Nem quando Carla falou em Teresa aquele se desmanchou. Perante tal teimosia, teriam mesmo que aguardar pelo dia 14 de Maio.

 

E assim se passou o segundo período. Como tinha prometido a Sílvia, Luís iria mesmo a Paris passar aquelas duas semanas de férias da Páscoa. Na véspera da partida, telefonou a Álvaro, confirmando a sua ida. Assim, naquele domingo, 27 de Março, Sílvia e o pai esperavam por Luís no Aeroporto de Orly. Quando este avistou a namorada, correu com quantas forças tinha para a abraçar. Depois de cumprimentar Álvaro, dirigiram-se para o exterior do aeroporto.

Ao chegarem a casa, Luís foi muitíssimo bem recebido por Catarina, que ficou contentíssima por rever o namorado da filha. De Sílvia, nem valia a pena falar, pois estava felicíssima por poder passar aquelas duas semanas de férias na companhia do namorado.

Para aquela noite, Álvaro e Catarina tinham combinado um programa para poderem deixar, por algumas horas, a filha e Luís sozinhos. Assim, a seguir ao jantar, os pais de Sílvia foram visitar umas pessoas amigas que moravam em Saint-Denis, um subúrbio a norte de Paris.

Enquanto Luís preparava o ambiente, pondo um CD do seu agrado, Sílvia foi ao seu quarto vestir o seu novo vestido que comprara propositadamente para aquelas férias. Quando entrou na sala, Luís ficou de boca aberta. Sílvia envergava um vestido comprido, preto, não muito apertado, que lhe dava até aos pés. Quando Luís a viu ficou mudo de espanto. Quando recuperou a fala, só conseguiu pronunciar estas palavras:

- Estás simplesmente maravilhosa!

Luís e Sílvia abraçaram-se e começaram a dançar ao som daquela música calminha, agarradinhos, com os lábios colados um no outro. O resto da noite passou-se entre muitos beijos e alguma conversa. No fim da noite abriram uma garrafa de champagne.

 

É lógico que duas semanas de férias passaram num abrir e fechar de olhos. Praticamente todos os dias saíam para passear pela belíssima cidade de Paris. Por duas vezes subiram ao ponto mais alto da Torre Eiffel. Visitaram o Louvre, Notre-Dame, o Palais du Luxembourg e o seu deslumbrante jardim, passaram por Montmartre, subiram à Basílica do Sacré Coeur, passearam pelo Bois de Boulogne, o Bois de Vincennes e os seus Lac Daumesnil e Parc Zoologique, percorreram os Campos Elísios, as Tuileries, les Invalides, o Campo de Marte e o Sena, com um passeio nos seus inconfundíveis bateau-mouche pelo centro histórico da cidade.

As despedidas fizeram-se no sábado, 9 de Abril. Como já tinha acontecido em Agosto, Álvaro foi sozinho levar Luís a Orly. No ar, ficou a hipótese das férias de Álvaro serem em Portugal, entre o Algarve, Esposende e, talvez, Válega.

 

CONTINUA...

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